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3 aos 5 anos

Primeiras Explorações

Nas Primeiras Explorações, dos 3 aos 5 anos, o brincar, a natureza, o corpo, as relações e as diferentes linguagens são o principal território de descoberta.

Acreditamos que a infância tem valor em si mesma. Não é apenas uma preparação para aquilo que vem a seguir, mas uma etapa inteira, com necessidades, ritmos, relações e experiências próprias, que merecem ser vividas plenamente.

Por isso, criamos tempo e espaço para brincar, explorar, repetir, imaginar, experimentar, criar relações e descobrir o mundo a partir da curiosidade de cada criança.

Percursos de aprendizagem

Aventureiros · 3–4 anos

Um tempo para construir segurança, vínculo e autonomia

Nesta etapa, muitas crianças estão ainda a consolidar a confiança fora do contexto familiar, a descobrir o grupo e a aprender a reconhecer e comunicar aquilo de que precisam.

Por isso, o nosso foco está na segurança afetiva, na relação com os adultos de referência, no desenvolvimento socioemocional e na autonomia nas pequenas coisas do quotidiano.

Através da brincadeira, do corpo, do movimento e das relações, acompanhamos cada criança a ganhar confiança para explorar, fazer escolhas, pedir ajuda, esperar, negociar, lidar com frustrações e encontrar o seu lugar no grupo.

Damos tempo para observar, repetir, experimentar e voltar a tentar. Respeitamos os diferentes ritmos e procuramos criar um ambiente suficientemente seguro para que cada criança se sinta disponível para descobrir o mundo à sua volta.

Nesta fase, as pequenas conquistas têm um enorme significado: conseguir despedir-se da família com confiança, pedir aquilo de que precisa, vestir-se com maior autonomia, participar numa brincadeira, colocar um limite, reparar um conflito ou procurar um adulto quando precisa de colo.

Queremos que cada Aventureiro se sinta verdadeiramente seguro, conhecido e pertencente. É a partir dessa base que surgem a curiosidade, a autonomia e a vontade de explorar.

Quem acompanha os Aventureiros

O grupo é acompanhado diariamente por adultos de referência que conhecem de perto cada criança e constroem, com tempo, presença e afeto, uma relação de confiança com ela e com a sua família.

Na SER acreditamos que a aprendizagem acontece em relação. Por isso, saber quem está com a criança todos os dias é tão importante como conhecer aquilo que ela vai fazer.

Conhecer a equipa
Exploradores · 4–5 anos

Um tempo para aprofundar curiosidades, relações e autonomia

Nesta etapa, as crianças chegam com uma maior capacidade para sustentar interesses, participar nas decisões do grupo, desenvolver projetos mais longos e procurar respostas para perguntas cada vez mais complexas.

O brincar continua a ocupar um lugar central, mas ganha novas camadas: surgem narrativas mais elaboradas, maior capacidade de cooperação, negociação, planeamento e construção conjunta.

O nosso foco está em aprofundar a curiosidade, fortalecer a autonomia, ampliar as diferentes formas de expressão e dar espaço à participação cada vez mais consciente da criança na vida da comunidade.

Através de projetos, investigação, natureza, materiais, conversas e experiências concretas, acompanhamos cada criança a formular hipóteses, representar ideias, resolver problemas, argumentar, experimentar diferentes soluções e construir conhecimento a partir do que vive.

Nesta fase, começam também a consolidar-se muitas das bases que irão sustentar aprendizagens futuras. A linguagem, a consciência dos sons, o contacto com a escrita, os números, as quantidades, as medidas, os padrões, o raciocínio lógico, a atenção e a motricidade fina aparecem de forma natural no quotidiano — numa história, numa receita, numa construção, num jogo, numa pergunta ou num projeto.

Não procuramos antecipar etapas. Procuramos criar experiências ricas e significativas que permitam que estas competências cresçam de forma integrada, respeitando o ritmo de cada criança.

As relações tornam-se também mais complexas. As crianças desenvolvem maior consciência de si e dos outros, começam a compreender diferentes perspetivas e encontram formas cada vez mais autónomas de lidar com conflitos, frustrações, limites e responsabilidades.

Queremos que cada Explorador chegue à etapa seguinte com curiosidade, confiança, autonomia, pensamento crítico e vontade de aprender.

Quem acompanha os Exploradores

O grupo é acompanhado diariamente por adultos de referência que conhecem de perto cada criança e acompanham o seu percurso com presença, escuta e intencionalidade.

Na SER, acreditamos que o adulto não deve dar todas as respostas, mas criar condições para que a criança possa fazer perguntas melhores, testar ideias, persistir e descobrir por si própria.

Conhecer a equipa

Como vivemos esta etapa

Brincar para compreender o mundo

É através da brincadeira que a criança imagina, experimenta, resolve problemas, negocia, cria relações e dá significado ao que vive. Na SER, reconhecemos o brincar como um contexto onde se desenvolvem competências cognitivas, sociais, emocionais e motoras de forma integrada.

Natureza todos os dias

A natureza faz parte do quotidiano e das aprendizagens. É espaço de movimento, descoberta, risco, observação, curiosidade e relação com o mundo vivo.

Corpo, identidade e liberdade

Aqui, as crianças podem andar descalças, sujar-se, molhar-se e explorar sem medo de estragar a roupa. Não usamos bibes: valorizamos a identidade de cada criança e acreditamos que o corpo deve poder participar plenamente na experiência.

Relações e competências socioemocionais

Aprender a estar com os outros, reconhecer emoções, colocar limites, lidar com frustrações, reparar conflitos e construir amizades são aprendizagens essenciais nesta etapa.

Autonomia

Damos espaço para escolher, tentar, errar, repetir e assumir pequenas responsabilidades. A autonomia constrói-se pouco a pouco, num ambiente seguro e de confiança.

Diferentes linguagens

Desenho, pintura, barro, música, movimento, construção, narrativa e materiais naturais são diferentes formas de investigar, comunicar ideias e compreender o mundo.

O que caracteriza as Primeiras Explorações

Grupos reduzidos

Trabalhamos com grupos pequenos para conseguirmos conhecer verdadeiramente cada criança, acompanhar de perto o seu percurso e responder com mais atenção às suas necessidades, interesses e ritmos.

Acolhimento gradual

A chegada à SER é feita com tempo. Respeitamos o ritmo de cada criança e valorizamos a presença da família durante o período necessário para que se construam vínculos seguros com os adultos, o espaço e o grupo.

Famílias presentes

As famílias não ficam à porta. Fazem parte da comunidade e do percurso educativo da criança, numa relação próxima, transparente e de confiança com a equipa.

Acompanhamento próximo

Observamos o desenvolvimento de cada criança de forma global — emocional, social, motora e cognitiva — procurando perceber não apenas aquilo que faz, mas também como se sente, se relaciona e participa.

Ainda tem perguntas?

Como funciona o acolhimento?

O acolhimento é gradual e respeita o ritmo de cada criança e da sua família. As integrações são planeadas de forma progressiva, com a chegada faseada das novas famílias, evitando que todas as crianças iniciem ao mesmo tempo e permitindo à equipa dedicar mais atenção a cada chegada. Sempre que possível, deixamos alguns dias de intervalo entre integrações.

As famílias podem permanecer no espaço?

Sim. Na SER, as famílias não ficam à porta. Nos primeiros dias, podem permanecer no espaço durante o tempo que sentirem necessário, acompanhando a criança até que exista segurança e confiança suficientes para uma separação tranquila. Não definimos um prazo rígido para este processo: cada criança e cada família têm o seu tempo.

Há atividades dirigidas?

Sim. Existem propostas e momentos orientados pelos adultos de referência, assim como oficinas dinamizadas por outros profissionais da equipa e tutores, que trazem diferentes áreas de conhecimento, linguagens e experiências para o quotidiano das crianças. Ainda assim, não organizamos o dia em torno de atividades obrigatórias sucessivas. Procuramos equilibrar brincadeira livre, projetos, propostas intencionais, oficinas, momentos de grupo e exploração autónoma, respeitando os interesses, ritmos e formas de participação de cada criança.

Quanto tempo passam no exterior?

A natureza faz parte do quotidiano durante todo o ano, não apenas nos dias de bom tempo. Chuva, frio, vento ou lama também fazem parte da experiência. Acreditamos que não existe mau tempo, mas sim roupa inadequada, por isso pedimos às famílias vestuário e calçado ajustados à estação. No exterior acontecem refeições, oficinas, brincadeiras nos diferentes ambientes, projetos, investigações, movimento e momentos de encontro.

Como lidam com conflitos e comportamentos difíceis?

Não recorremos a castigos, punições ou gritos. Acompanhamos os conflitos com presença e comunicação respeitosa, ajudando cada criança a reconhecer emoções, comunicar necessidades, estabelecer limites e reparar relações. O adulto mantém limites claros, mas procura compreender o que está por detrás do comportamento e ensinar alternativas.

Como acompanham o desenvolvimento de cada criança?

Através da observação diária, da relação próxima e da documentação do percurso de cada criança. Olhamos para o desenvolvimento de forma global: cognitiva, emocional, social, motora e relacional. Contamos também com uma equipa multidisciplinar, que reúne regularmente para partilhar observações, refletir sobre cada criança e ajustar estratégias de acompanhamento sempre que necessário. Mantemos ainda uma comunicação próxima e contínua com as famílias sobre aquilo que vamos observando.

O que acontece se uma criança não quiser participar numa proposta?

Procuramos primeiro compreender porquê. Nem todas as crianças precisam de participar da mesma forma ou no mesmo momento. Podemos convidar, adaptar, dar tempo para observar ou permitir que a criança encontre outra forma de se envolver. A participação não é construída através da imposição, mas também não significa ausência de orientação ou de limites.

Como acompanham a transição para o 1.º ano?

A transição acontece de forma gradual e natural. Ao longo das Primeiras Explorações, as crianças desenvolvem competências que sustentam aprendizagens futuras, através da brincadeira, dos projetos e da vida quotidiana. Existe também articulação próxima com o grupo e a tutora do 1.º ano, com momentos e propostas partilhadas. Assim, a chegada ao 1.º ano não é sentida como uma rutura, mas como a continuação de um percurso já vivido dentro da comunidade.

Como funcionam os grupos Aventureiros e Exploradores?

As Primeiras Explorações organizam-se em dois grupos: Aventureiros, dos 3 aos 4 anos, e Exploradores, dos 4 aos 5 anos. Estas idades são apenas uma referência: a idade cronológica ou o momento de entrada no ano letivo não determinam, por si só, o grupo de cada criança. A integração é pensada tendo em conta o seu momento de desenvolvimento, autonomia, necessidades relacionais, interesses e forma de estar no grupo. Nos Aventureiros existe maior foco na segurança afetiva, vínculo, corpo e autonomia emergente; nos Exploradores, aprofundam-se a curiosidade, os projetos, a participação e as competências que vão sustentar aprendizagens futuras.

Venha conhecer a SER.

Conheça o espaço, a equipa e a vida da comunidade. Estamos disponíveis para conversar sobre o percurso da sua família.

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