Um tempo para aprofundar curiosidades, relações e autonomia
Nesta etapa, as crianças chegam com uma maior capacidade para sustentar interesses, participar nas decisões do grupo, desenvolver projetos mais longos e procurar respostas para perguntas cada vez mais complexas.
O brincar continua a ocupar um lugar central, mas ganha novas camadas: surgem narrativas mais elaboradas, maior capacidade de cooperação, negociação, planeamento e construção conjunta.
O nosso foco está em aprofundar a curiosidade, fortalecer a autonomia, ampliar as diferentes formas de expressão e dar espaço à participação cada vez mais consciente da criança na vida da comunidade.
Através de projetos, investigação, natureza, materiais, conversas e experiências concretas, acompanhamos cada criança a formular hipóteses, representar ideias, resolver problemas, argumentar, experimentar diferentes soluções e construir conhecimento a partir do que vive.
Nesta fase, começam também a consolidar-se muitas das bases que irão sustentar aprendizagens futuras. A linguagem, a consciência dos sons, o contacto com a escrita, os números, as quantidades, as medidas, os padrões, o raciocínio lógico, a atenção e a motricidade fina aparecem de forma natural no quotidiano — numa história, numa receita, numa construção, num jogo, numa pergunta ou num projeto.
Não procuramos antecipar etapas. Procuramos criar experiências ricas e significativas que permitam que estas competências cresçam de forma integrada, respeitando o ritmo de cada criança.
As relações tornam-se também mais complexas. As crianças desenvolvem maior consciência de si e dos outros, começam a compreender diferentes perspetivas e encontram formas cada vez mais autónomas de lidar com conflitos, frustrações, limites e responsabilidades.
Queremos que cada Explorador chegue à etapa seguinte com curiosidade, confiança, autonomia, pensamento crítico e vontade de aprender.
Quem acompanha os Exploradores
O grupo é acompanhado diariamente por adultos de referência que conhecem de perto cada criança e acompanham o seu percurso com presença, escuta e intencionalidade.
Na SER, acreditamos que o adulto não deve dar todas as respostas, mas criar condições para que a criança possa fazer perguntas melhores, testar ideias, persistir e descobrir por si própria.
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